A civilização Asteca habitou a região do atual México entre os séculos XIV (quando fundou uma importante cidade chamada Tenochtitlán – atual Cidade do México) e século XVI.
Basicamente, a organização política da sociedade asteca era hierarquizada, dividindo-se em clãs, ou seja, famílias com determinadas ascensões sociais. As roupas usadas indicavam a posição social da pessoa. Quem governava era o imperador que, de início era escolhido por uma assembléia de guerreiros. Porém, o governo passou a ser hereditário, passando de pai para filho. O imperador ficava encarregado, dentre outras coisas, de fornecer alimentos para a população em tempos de seca, sendo auxiliado por um “vice-imperador”, geralmente irmão deste.
ORGANIZAÇÃO SOCIAL
LEGENDA:
Os Astecas foram, dentre os três principais povos da América pré-colombiana, os mais poderosos e desenvolvidos. Levando isto em consideração, detinham uma economia forte, sólida e baseada no escambo (troca de mercadorias por trabalho), utilizando a semente do cacau como a moeda de troca.
A agricultura sempre foi a sua principal atividade econômica. Embora a região onde se localizavam possuísse um terreno bastante alagado, criaram técnicas agrícolas que permitiram o cultivo de alimentos. Trocas de artesanatos, animais, ervas medicinais e alimentos eram a base das atividades econômicas asteca.
Ao se falar da religião das civilizações antigas destaca-se o POLITEÍSMO. A civilização ASTECA era, portanto, uma civilização politeísta que dava importância a cada momento da vida humana, o que explica o grande poder dos sacerdotes astecas, reguladores de forças naturais.
Entre os seus deuses, destacam-se Huitzilopochtili, deus da Noite e da Guerra; Quetzalcoátl, deus da civilização asteca; Tlaloc, deus da Chuva; e Tlazolteotl, deusa do amor. E como forma de adoração a esses deuses eram promovidos cultos religiosos e sacrifícios rituais, às vezes humanos (muitos deles cativos de guerra), acreditando que com essa prática poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.
Os astecas construíram obras monumentais magníficas, porém poucas delas sobreviveram às destruições ocorridas durante a conquista espanhola. Dentre as obras arquitetônicas destacam-se os templos religiosos bem como as pirâmides, geralmente utilizada para sacrifícios humanos. Seus templos foram construídos com enormes blocos de pedras das montanhas que rodeavam o Vale do México e foram erguidos o mais alto possível para que eles pudessem ficar mais perto dos seus deuses do céu.
Colonos espanhóis, apoiados por tribos indígenas inimigas dos astecas, chegaram a Tenochtitlan, onde foram recebidos como hóspedes. Um ataque asteca ao conclave espanhol de Vera Cruz serviu de pretexto a Cortés para aprisionar o imperador Montezuma em sua própria corte. Em 30 de junho de 1520, os guerreiros de Tenochtitlan, dirigidos pelo irmão de Montezuma, obrigaram os espanhóis e seus aliados a abandonarem a cidade. Uma epidemia de varíola, trazida do Velho Mundo pelos espanhóis dizimou a população asteca.
Enquanto isso, Cortés se dedicou a reorganizar seu exército e a preparar a invasão à capital asteca. Em abril de 1521, os espanhóis iniciaram o ataque aos astecas que sem água e alimentos, resistiram durante quatro meses. Em 13 de agosto, houve o assalto final, durante o qual os astecas defenderam valorosamente sua cidade até os últimos momentos.
A queda da capital, a prisão do rei e a dispersão do exército asteca, favoreceram a conquista do resto do império dos espanhóis. Da capital reconstituída, Cortés organizou diversas expedições pelo território mexicano e centro-americano, que em 1534 foi convertido no Vice-Reino da Nova Espanha ou no México.