Organização política
Extremamente hierarquizada, a sociedade maia não era um império e sim um conjunto de reinos rivais. Eram mais de 40 cidades estados, cada uma com sua dinastia, chefiados por reis (halach-uinic ou “homem de verdade”) de muito poder e influência, que eram acompanhados por um conselho de chefes e sacerdotes, que desempenhavam funções civis, militares e religiosas.
Logo após a o rei, estava a nobreza maia, composta por sacerdotes(ahau kan) detentores do saber astronômico que regia a economia maia,e por isso, o grupo mais importante dentro da nobreza ainda composta por conselheiros (ah holpopoob), guardiões(tupiles), os ahkim, encarregados dos discursos religiosos, os adivinhos (chilan), os feiticeiros (ahmén),guerreiros e comerciantes.
Os artesãos e camponeses constituíam a classe inferior (ah chembal uinicoob) e, sendo responsáveis pelo trabalho agrícola e pela construção de obras públicas. Na base da pirâmide social estava a classe escrava (pentacoob), integrada por prisioneiros de guerra ou infratores, que tinham no trabalho a punição para seus crimes.
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Organização social
A Imobilidade Social está presente na sociedade Maia. Uma vez que, esta constitui-se por um tipo de organização na qual é determinado a classe do indivíduo desde seu nascimento. Caracterizando assim, uma divisão social bastante rígida.
Analisando de forma hierárquica, no topo encontrava-se a família real, os ocupantes dos cargos políticos mais prestigiados e os ricos comerciantes locais. Na camada intermediária, encontramos os servidores do Estado, denominados sacerdotes, que dirigiam as cerimônias, defendiam e cobravam impostos, e também os militares de menor patente e os trabalhadores de maior grau de especificação. Abaixo da camada média encontrava-se o povo classe integrada por trabalhadores braçais, responsáveis por funções produtivas, e camponeses. A base desta sociedade era composta pelos escravos, que eram em sua maioria prisioneiros de guerras.
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Batalhas e sacrifícios eram parte fundamental da vida dos maias. |
Economia
A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, o cultivo desse produto contava com técnicas bastante desenvolvidas que trabalhava em um sistema rotativo de terras. Alem disso, utilizavam das queimadas para explorarem terras ainda não cultivadas. O grande consumo do milho e o uso das queimadas faziam com que as terras férteis sofressem um rápido processo de desgaste, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicais nas regiões onde habitavam. Desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes possuía bastantes privilégios.
Como unidades de troca, utilizavam sementes de cacau e sinetas de cobre, material que empregavam também para trabalhos ornamentais, alem desses outros materiais eram muito utilizados como: o ouro, a prata, o jade, as conchas do mar e plumas coloridas. Entretanto, desconheciam as ferramentas metálicas.
Cultura
A arte maia é considerada a mais sofisticada e bela do mundo antigo. Eles se destacaram no meio intelectual. Eles desenvolveram a aritmética de forma admirável que lhes permitiu certa exatidão nos cálculos astronômicos. Assim eles criaram dois calendários, um solar e um lunar. Conheciam o movimento do sol, da lua, de Vênus e de provavelmente outros planetas.
Na escrita, assim como os egípcios usaram a escrita baseada em desenhos e símbolos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos, colheitas, guerras, etc.
Eles fizeram estudos em alfabeto latino como Popol Vuh, que fala da mitologia e cosmologia da civilização maia pós-clássica.
Desenvolveram a matemática, destacando-se as casa decimais e o valor zero.
Na medicina a ciência estava ligada tanto ao diagnóstico quanto ao tratamento de doenças. As causas da doença poderiam estar ligadas a fatos naturais ou sobrenaturais, e de acordo com o médico ou feiticeiro se receitava infusões, porções mágicas, etc.
Pintura, escultura e arquitetura
Utilizavam-se tanto de padrões geométricos quanto figuras humanas. Não conheciam o metal e trabalhavam com pedra e argila. Para eles a cor era símbolo de algo (preta é a cor da guerra, amarelo da fecundidade, etc.) e cada deus correspondia a um algarismo.
Utilizando cores vivas e intensas os maias atingiram alto grau de perfeição.
O povo maia se destaca pela organização de suas cidades e construções. Estas são edificadas ao redor de pátios e diferem conforme a função administrativa. Em geral são pouco elevadas e contrastam com templos muito altos, construídos sobre elevadas pirâmides maciças de pedra. Esse material é cuidadosamente telhado, a fim de que as edificações tenham encaixes perfeitos. Os maias são responsáveis pela criação das “falsas abóbadas”, utilizadas para cobrir corredores, quartos e jazigos. Todos os monumentos, templos e palácios são abundantemente decorados: esse povo tem horror a espaços vazios; em geral ornamentos hieróglifos envolvem personagens representadas, e são compostos segundo um elevado sentido de simetria.
Religião
Assim como os Astecas e os Incas, os maias eram politeístas e acreditavam na contagem cíclica natural do tempo onde os rituais e cerimônias eram associados a esse ciclo. Os sacerdotes tinham o dever de profetizar o futuro ou passado em relação aos números do calendário Maia.
Os Maias acreditavam e cultuavam com mais fanatismo três elementos da natureza: a terra,o céu e o submundo. Os rituais Maias exigiam o sacrifício de pessoas e animais em intenção aos deuses, que tinham que seguir todas as regras culturais. Os deuses maias não eram entidades separadas como os deuses gregos. Também não existia a separação entre o bem e o mal e nem a adoração de somente um deus regular, mas sim a adoração de vários deuses conforme a época e situação que melhor se aplicava para aquele deus. A figura mais importante do panteão maia é Itzamná, deus criador, senhor do fogo e do coração. Representa a morte e o renascimento da vida na natureza.